As duas primeiras serras são as que se relacionam com o mar e encerram os maiores valores botânicos, configurando o troço costeiro mais alto de Portugal continental ao culminar numa arriba que atinge os 380 metros no Píncaro, na serra do Risco. Vista do mar ou de terra, toda esta fortaleza calcária assume uma imponência arrebatadora. Pelos desníveis e formas do relevo, pela combinação dos brancos da rocha, dos verdes da vegetação e do azul marinho.E esta costa alcantilada, numa grande parte quase inacessível, tem segredos bem guardados, sobretudo de vida selvagem. Ela é morada de uma comunidade de animais associados a escarpas, incluindo espécies ameaçadas no contexto nacional.Mas no meio de tais penhascos voltados para o mar também se abrem formosas praias, integradas no aconchego da montanha e muito procuradas no Verão. Albarquel, Figueirinha, Galápos, Coelhos, Alpertuche e claro, a do emblemático Portinho de Arrábida, grande enseada emoldurada pelas imponentes encostas calcárias cobertas de verde mediterrânico. E para completar este quadro de rara beleza, vigiando a praia e a serra do mar, o ilhéu da Pedra da Anixa, classificado no Parque Natural como Resera Zoológica devido à sua importância para aves marinhas e vida subaquática.No Portinho vale ainda a pena referir dois motivos de interesse: a poente, a Fortaleza de Sta. Maria da Arrábida (séc. XVII), propriedade do Parque Natural, onde está instalado um pequeno museu oceanográfico, e a nascente, as ruínas romanas de uma unidade de salga de peixe.
17 abril 2006
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